Tradicão que se veste com elegância

Rainhas

Reis

Príncipes

Princesas

A história do Reinado em Minas Gerais é um testemunho vivo da resistência, fé e identidade do povo afrodescendente. Essa tradição, profundamente enraizada na cultura mineira, combina elementos religiosos e culturais, destacando-se nas festas do Congado e do Divino Espírito Santo.

Durante essas celebrações, é comum ver participantes trajando a Roupa de Rei, Vestido de Rainha e adornos como a coroa, tiara e terço. Esses trajes simbolizam a realeza africana e a devoção religiosa, refletindo a fusão entre as culturas africana e europeia.

A Festa do Divino Espírito Santo, introduzida no Brasil no século XVII, ganhou popularidade em Minas Gerais. Nela, uma pessoa é escolhida como Imperador do Divino, representando a benevolência e os dons do Espírito Santo. A figura do Imperador do Divino influenciou até mesmo na tradição portuguesa de reis e rainhas.

O Congado, por sua vez, é uma manifestação cultural afro-brasileira que celebra santos católicos, como Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Durante as festividades, grupos organizados em ternos desfilam pelas ruas, entoando cânticos e danças ao som de tambores e outros instrumentos. Figuras como Príncipe, a Princesa Isabel, o Imperador e a Imperatriz são representadas, reforçando a importância da ancestralidade e da resistência cultural.

Em 2024, o governo de Minas Gerais reconheceu oficialmente os Congados e Reinados como patrimônio Cultural Imaterial do estado, destacando a relevância dessas tradições para a identidade mineira.

Assim, o Reinado em Minas Gerais não é apenas uma celebração religiosa, mas também um símbolo de resiliência, orgulho e preservação cultural, mantendo viva a memória e a história de um povo que, mesmo diante das adversidades, encontrou na fé e na cultura formas de afirmação e continuidade.

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